Parceria HitHub + ONErpm: o que isso significa para artistas brasileiros
julho 8, 2026A música brasileira está no centro de uma transformação jurídica e tecnológica que vai redefinir como artistas, compositores e intérpretes são remunerados pelo seu trabalho. Entre o avanço da inteligência artificial generativa e a atualização das leis de direitos autorais, entender esse cenário deixou de ser opcional para quem vive de música.
Direitos autorais e direitos conexos: qual é a diferença
O direito autoral protege a obra em si: a composição, a letra e a melodia criadas pelo autor. Já os direitos conexos protegem quem interpreta, executa ou produz essa obra, como cantores, músicos de estúdio e gravadoras. Na prática, uma única música pode gerar remuneração para várias pessoas ao mesmo tempo: o compositor, o intérprete e o produtor fonográfico, cada um com direitos distintos e complementares.
O papel do ECAD na remuneração dos artistas
O ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é a entidade responsável por arrecadar e distribuir os valores de execução pública de músicas no Brasil. Sempre que uma canção toca em rádio, TV, shows, bares, academias ou plataformas de streaming, esse uso gera direitos autorais que devem ser repassados a quem compôs e interpretou a obra. Entender como cadastrar corretamente as músicas junto ao ECAD, e junto a uma editora musical, é um passo essencial para que o artista independente não deixe dinheiro na mesa por falta de organização documental.
Inteligência artificial generativa na música
Ferramentas como o Suno, capazes de gerar faixas inteiras a partir de comandos de texto, colocaram o debate sobre direitos autorais em outro patamar. Quando uma inteligência artificial é treinada com obras protegidas sem autorização, ou quando gera resultados muito próximos de composições existentes, surgem questões ainda sem resposta definitiva: quem é o autor de uma música criada por IA, e como remunerar os artistas cujas obras serviram de base para o treinamento desses modelos. Para o artista independente, isso reforça a importância de registrar suas criações o quanto antes e de acompanhar de perto como sua obra circula pelas plataformas digitais.
A nova lei em discussão sobre IA e direitos autorais
O Congresso Nacional avança em discussões sobre um marco regulatório específico para inteligência artificial no Brasil, com propostas que tratam diretamente do uso de obras protegidas no treinamento de modelos e da necessidade de transparência, autorização e remuneração aos titulares de direitos autorais. Enquanto o texto final ainda está em construção, o mercado musical já sente os efeitos dessa transição: selos, editoras e distribuidoras estão revisando contratos e políticas de uso de conteúdo para se adaptar ao que vem pela frente. Ficar de olho nessas mudanças é fundamental para qualquer artista que queira proteger sua obra no longo prazo.
Como a HitHub protege o seu trabalho
Como editora musical e parceira estratégica de artistas independentes, a HitHub cuida do registro e da gestão das suas obras, do cadastro correto junto ao ECAD e à ONErpm, e do acompanhamento de tendências como a inteligência artificial e as mudanças legislativas que impactam diretamente a remuneração do seu trabalho. Nosso papel é garantir que você foque na criação, enquanto cuidamos da estrutura jurídica e comercial por trás da sua carreira.
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